quarta-feira, 20 de agosto de 2008

Cancela...

Tudo se cancela...
O nada fica,
Mas o tudo some.
Tudo passa para o segundo membro,
Noves fora,
Prova real,
Soma, subtrai,
E termina no nada.
Termina no Zero,
No zero universal.

E em nossas vidas,
Fazemos o tudo,
Vivemos o tudo,
Sonhamos em chegar no tudo,
Mas no fim, não levas nada pra eternidade.
Preocupar-se com o tudo, por que?
Se tudo ficara na terra?
Vamos nos preocupar com o nada,
Viver do nada, amar do nada,
Sem esforço, chegaremos no tudo,
E de uma forma mais gostosa.

Vamos viver do nada,
E acharemos o tudo.

segunda-feira, 18 de agosto de 2008

Mais uma causa sem fundamento...

Não!
Não existem erros nem acertos.
O babaca que inventou o erro
Foi quem começou errando.

Eu erro por produzir um quilo de lixo por dia?
As esqueléticas crianças erram por brincar com meu lixo?
Deus erra por permitir genes defeituosos?
Cometas erram por acabar com dinossauros?

O universo é um erro?
O planeta é um erro?
O país,
O presidente,
O vaso de plantas,
Eu,
VOCÊ?

Sinceramente,
Não vou tolher-me nessas convicções falidas.

Afinal, matematicamente,
Se para todo erro (-1) existe um acerto (+1),
O resultado será sempre Zero?

sexta-feira, 15 de agosto de 2008

Quem pode errar?

O porteiro do condomínio, alô vocês no boteco,
Os intelectuais, os punk's, os alternativos,
Os metaleiros, os emo's, os pagodeiros,
A Dercy Gonçalves, o Beto Carrero,
O cara que acendeu a tocha,
O recordista, o medalha de ouro,
O ator da novela das 8, o Aprendiz,
O Silvio Santos, João Gordo
E todo mundo que eu puder lembrar,
Sei que todos eles um dia vão errar.

O casal Nardoni, o juiz Lalau,
Glória Maria, Zeca, Pedro Bial,
Roger de Renor, Hugo Esteves,
O médico do consultório da esquina,
O acebispo, o professor de medicina,
O engenheiro do Palace 2,
Bush, Bin Laden, Obama,
O candidato a prefeito mais votado,
E qualquer nome que eu aqui colocar,
Sei que um dia eles vão errar.

Lenine, Ana Carolina,
João Gilberto que só faz reclamar,
As repetições de Chico Buarque,
A uva chupada dos Aviões do Forró,
A cantora da Olimpíada,
Os Racionais da Facção Central,
Didi e Dedé, o CQC, o Adnet,
Chico Anísio, o repórter vesgo,
Todo mundo um dia vai errar,
Mas também um dia vão acertar.

sexta-feira, 8 de agosto de 2008

Você e Eu

Cair... não, não é impossível,
As fronteiras já não existem, tudo é ideal.
Os sorrisos são puros, o olhar é verdadeiro,
E o sonho, começa para todos.
Nosso mundo é verde,
Tem cheiro de natureza,
Tem sabor de chuva...
Tem espírito de vida.
Vem... vamos comigo, segue em frente,
Teu sonho é o nosso sonho, e realizaremos,
A vitória é difícil,
Por isso existe antes dela a luta,
Mas o sabor do sorriso,
O olhar entre lágrimas,
A explosão, a alegria,
Não tem preço depois que olhamos pra trás
Dizendo: Vi, vim, venci!
Mas vamos saber perder,
Aprender nas falhas, lutar mais,
A vitória não é impossível, assim como a queda.
Viajamos milhas, cruzamos oceanos,
Encontramos rostos, carinhos,
Ruivos, negros, brancos, pardos,
Olhos puxados curiosos pra ver nosso mundo,
Um mundo sem guerras, sem ressentimentos,
Sem preconceitos...
O sol nasce para todos, e se põe para todos também.

Vamos, vem comigo,
Cruzar milhas para encontrar o mundo dos sonhos,
Sorrir, pois a vida é milagre,
A vida é sonho...
E nesse sonho, vamos viver...
Você e eu.

quinta-feira, 7 de agosto de 2008

Aparências

Aparentemente somos sonhos,
De pessoas que ainda estão dormindo,
Somos sonhos daqueles que ou não sabem
Ou não querem aproveitar a vida.
Aparentemente somos invisíveis,
Quando o amor nos venda os olhos,
E tudo pode ficar escuro, ou colorido,
Dependento da intensidade do sentimento.
Aparentemente somos humanos,
Porque as vezes somos irracionais,
Não pensamos, apenas agimos,
Seguindo nosso instinto animal,
De um ser que pode se chamar primata.
Aparentemente somos sorriso,
Daqueles que não sabem sorrir,
E daqueles que nem tentam - como são tolos,
E assim, não percebem a beleza de estar vivos.
Aparentemente somos deuses,
Que despertam o amor,
Vestem-se de adoração,
Para que um outro mortal seja capaz de morrer por nós.
Aparentemente somos vida,
Que explode de manhã no mormaço,
Que cai, nas gotas de inverno,
Mas que mesmo assim, teimamos em não viver...
Intensamente.

domingo, 3 de agosto de 2008

O primeiro passo, o último instante do começo



Das gotas do inverno,
Estas que trazem lembranças Deus sabe de onde,
Num conjunto de vidas que vivem sob o mesmo chão,
Vendo ou não, a magia.

Das gotas de inverno que saem as mortes das enchentes,
Das gotas de inverno que saem a vida no árido,
Destas mesmas gotas que marcam de formas diferentes
Cada ano que volta a aparecer.

De apenas uma gota,
Toda demonstração do grandioso e espetacular inverno,
Que cobre o planeta.

Assim como pessoas na rua,
Votos na urna,
Palmas na platéia,
Gritos no gol.

Por que sem esta única gota,
O inverno nunca seria o mesmo...